terça-feira, 6 de novembro de 2012

de moto

Ela andava de moto, vento na cara, brisa fresca noturna, rainha da rua da catedral, saia longa voando no vento, cena de filme, cabelos ao vento... lindo... maravilhoso... se... a barra da saia não tivesse se enroscado na corrente da moto e em alguns segundos toda a saia se enrolar na corrente e a moto morrer. Na cintura dela somente um elástico, de calcinha vermelha entre o paralelepípedo a catedral e a moto, estava ela rindo...

Pai vem me buscar!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Don Juan

Terei eu o prazer de conhecer Don Juan?
Terás ela o prazer de cair nos braçso de Don Juan?
Terás ele a aldácia de conquistar ela?
Vós tereis de acreditar para saber o final.
E quando nós tivermos acreditado, acontecerá.

Ele está aguardando a sua chegada.
Ele chegou.
Ela ainda espera.

Criança faz anos

Os vagabundos - um presente de dia das crianças para a criança que hoje decidiu parar de crescer por duas horas, rir deles foi mais que um motivo para parar de crescer e regredir 15 anos.

Ser criança, rir de um tombo, de uma porcança, de 4 trapalhões, de uma briga falsa, de 4 homens mechendo com outros da rua, de uma palavra terminada "is" e de uma risada que por si só, se faz a graça de uma sala de cinema com crianças de todas as idades.

Hoje eu desejei ser adotada, desejei correr por entre as ruas de uma cidade com uma bicicleta para o infinito e avante.

Você vem comigo?
Vamos nos esconder naquela caverna?
Vamos dançar na rua?
Vamos amarrar fitas coloridas em nossas cabeça?
Vamos fugir?

Não.

Por que?

Estou com raiva de tudo isso.

São pequenos problemas de incomunicabilidade existentes na raça dos adultos.

Vamos pra fazenda?
Vamos pra cachoeira?

Precisamos resolver.

Só hoje...
Aceita?
Parabéns!
Feliz aniversário!
Qual presente você quer?

...

Na quinta-feira eu levo pra você!
As bicicletas estão estacionadas na rua da Aparecida. Vamos?

Vamos.

Ahh esqueci de perguntar.. quantos anos você tá fazendo?
15.

Elas ali ou lá?

São dias e dias de esperança, encontros, desencontros, evidências... é elas cantam:

Eu me afasto e me defendo de você,
Mas depois me entrego.
Faço tipo, falo coisas que eu não sou,
Mas depois eu nego.
Mas a verdade
É que eu sou louco por você
E tenho medo de pensar em te perder.
Eu preciso aceitar que não dá mais
Pra separar as nossas vidas.
E nessa loucura de dizer que não te quero,
Vou negando as aparências,
Disfarçando as evidências,
Mas pra que viver fingindo
Se eu não posso enganar meu coração?



Dentro de si existem várias Camilles Claudel, que lutam por um amor e pela liberdade de ser mulher. são mulheres que não se comparam aos homens e sim são melhores que eles.

Elas passam madrugadas decifrando novos idiomas, seduzindo com passos de dança aqueles que ali se disponham a dançar, elas bebem o líquido sagrado dos deuses e depois choram as horas perdidas em ligações de paixões também perdidas, paixões tentado se encontrar por meio de telapatia musical, paixões perdendo a vibração por meio do calor que se esfria no vento da madrugada, uma conversa, um colchão no chão, uma lágrima que se escorre pelo ralo do banheiro e mais uma noite indo descarga abaixo junto com a mulher que mais uma vez sangra ali.