quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Distância


E assim, mais uma vez, ela aparece e separa.

Separa o encaixe perfeito, a energia única, a harmonia entre pensamentos, os dedos que se cruzam, os braços entrelaçados, o cochicho escondido, os arrepios inesperados, os sorrisos parecidos, as músicas cantadas juntas e o ritmo dos corpos que dançam sem ter a melodia.

Ela separa o mais precioso de todo o ser, o olhar. Sem ver o ser chora em desespero, chora por saudade, chora porque começa a chorar e não consegue parar, chora só de pensar na possibilidade de não ver mais, e o olhar ao se ver no espelho pergunta: Por que? Por que está tão longe? Por que é assim?

E em meio a todo um dia rotineiro de quinta-feira, o pensamento ultrapassa todas as barreiras e todas as distâncias para estar junto, o olhar que se fecha derrama agora sua última lágrima e vê aquilo que mais deseja, um sorriso se abre e viaja por todos os quilômetres existentes entre eles e aparece para o outro do outro lado e em alguns segundos toda a alma chega lá.

Do outro lado, mais vivos, eles se encontram, se amam durante uma tarde inteira e nos últimos segundos sentem o maior dos prazeres juntos ao mesmo tempo.

Desejo realizado.

Desejo ainda separado por ela.

Desejo sonhado.

Desejo na falta.

Falta no desejo.




segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

lembra que o plano...

Tem coisas que nós enjoamos, por exemplo: algumas músicas e bandas nas quais passamos a adolescência copiando a letra em um caderno, ou ligando na rádio pedindo a música e gravando em fita cassete, ou pegando o livrinho de cifras do irmão que toca em uma banda de rock, pra acompanhar a letra com a música.... é esse tipo de coisa que a gente enjoa e que depois de um tempo, em alguma época da sua vida adulta, essa coisa volta com uma significante maior para mostrar a você que algumas coisas realmente foram feitas para serem decoradas, copiadas e registradas na mente e no peito para serem usadas na velhice e na morte.

De tarde quero descansar
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras








Olha só o que eu achei...
Cavalos-marinhos...

13

Olá meu querido Blog! Seja bem vindo ao ano de 2013!

Fique tranquilo porque um ano novo sempre é melhor que um ano velho, ele é o desconhecido que causa medo e traz a ansiedade que destrói o ser que agora não passa de moléculas virtuais vivendo a nostalgia do ano anterior.

O ano velho está agora guardado nos megas de memória da minha mente sem lembranças, que não sabe definir ao certo o que foi real, o que foi alucinação e o que a realidade permitiu acontecer.

- Mas... o que aconteceu?
Não faça perguntas difíceis blog... a única coisa que eu posso dizer é que aconteceram desejos realizados, reprimidos, sonhados, indesejados e desejos que me fizeram passar pela virada e chegar até aqui, onde estamos agora.



 

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

percebe

Eu percebi o quanto estava com a falta ao meu lado, quando recuperei aquilo que eu achava que tinha mas não tinha. "Agora começa um novo ciclo" disse o Gianecchini em um comecial da TV e em seguida o Bruce Lee disse "que viver é realmente viver para os outros", eu vivo pra quem? em função de quê? da falta? Sobra tanta falta... falta a falta...

Eu devia estar postando algo no facebook sobre o o show do Roberto Carlos, eu devia ter ouvido alguma vez nesse ano a música nova dele, eu devia ter ficado mais tempo em casa, dormido mais, trabalhado menos, postado mais em meu blog, lido mais livros, devia ter ido mais vezes para cachoeira, devia ter pego mais chuva, reclamado menos, chorado mais, chorado menos e eu devia ter ganhado uma rosa do Roberto Carlos.

Talvez eu devesse agora nesse novo ciclo me organizar para fazer tudo ao contrário.
Talvez eu devesse agora nesse novo ciclo me organizar para que algumas coisas se repitam.
Talvez eu devesse agora nesse novo ciclo sentir falta daquilo que não me faz falta.

Jesus Cristo eu estou aqui.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

de moto

Ela andava de moto, vento na cara, brisa fresca noturna, rainha da rua da catedral, saia longa voando no vento, cena de filme, cabelos ao vento... lindo... maravilhoso... se... a barra da saia não tivesse se enroscado na corrente da moto e em alguns segundos toda a saia se enrolar na corrente e a moto morrer. Na cintura dela somente um elástico, de calcinha vermelha entre o paralelepípedo a catedral e a moto, estava ela rindo...

Pai vem me buscar!